Um dilema sem solução para Queiroga

Atualização. Aparentemente, o ministro Queiroga leu este post. Cerca de uma hora depois da publicação, Queiroga se antecipou, suspendeu o contrato da Covaxin e e escapou do dilema insolúvel que o aguardava.

A Precisa Medicamentos acaba de apresentar o pedido de uso emergencial da Covaxin à Anvisa, que já começou a examinar a papelada. A agência só cuida de questões técnicas, e, se estiver tudo certo com a documentação, dará o OK.

O que significa que, em breve, a Precisa depositará na porta do Ministério da Saúde um carregamento com milhares de vacinas e, ato contínuo, apresentará a fatura (a famigerada invoice) no valor de milhões de reais. Dessa vez, a fatura estará conforme o contrato.

Diante do fato consumado, o ministro Marcelo Queiroga terá dois caminhos:

1) Receber as vacinas e proceder ao pagamento de milhões de reais, tendo perfeita ciência de que está compactuando com um esquema de corrupção. De quebra, abre a hipótese de ser processado criminalmente.

2) Denunciar o contrato pelo descumprimento do prazo, já que a entrega está meses atrasada, e abrir mão das vacinas em um momento em que o país está precisando desesperadamente delas. De quebra, abre a hipótese de ser processado criminalmente.

Uma terceira opção, claro, é Queiroga renunciar e deixar a batata quente para o sucessor.

Vida dura miserável a do ministro Queiroga.

Mas, também, quem mandou ser ministro de Jair Bolsonaro?

 

Fontes Retirada do Site Veja Abril link da Matéria aqui….

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