Site vendia vacinas falsas da CoronaVac a menos de R$ 100, alerta Procon

Site vendia vacinas falsas da CoronaVac a menos de R$ 100, alerta Procon

Com R$ 98 qualquer um poderia comprar uma cópia falsa da vacina CoronaVac online, segundo comunicado do Procon de São Paulo. O órgão identificou a página que vendia doses falsificadas do imunizante e comunicou a polícia do Estado sobre o caso. Até o fechamento desta nota, o site estava fora do ar.

Segundo a entidade, o caso tinha todas as características de um golpe: a página, intitulada “Farmácia 24 Horas”, vendia 10 caixas com doses falsas da CoronaVac por R$ 98 — um preço bastante atraente —, com entrega gratuita para todo o país. Evidentemente, era tudo mentira.

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Golpes prometendo “vacinas” que não passam de falsificações têm gerado alertas no Procon-SP. Imagem: Alexander Limbach/Shutterstock

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e será produzida e distribuída em São Paulo pelo Instituto Butantan, mediante um acordo estabelecido entre a empresa farmacêutica com o governo do Estado. Segundo o governador João Dória (PSDB-SP), a campanha de vacinação deve começar em 25 de janeiro, mas a CoronaVac ainda está em avaliação de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A “Farmácia 24 Horas”, que vendia as vacinas falsas da CoronaVac, apresentava um endereço físico na Avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul de São Paulo. O Procon visitou o local, mas lá não encontrou nada. Na internet, além do site, os responsáveis também desapareceram.

O órgão de fiscalização aproveitou a oportunidade para ressaltar a necessidade de cautela na busca por informações pertinentes à Covid-19 no Brasil, afirmando que outras pessoas com más intenções podem se aproveitar do interesse ampliado no assunto para veicular golpes.

Não por menos, há algumas semanas, postagens nas redes sociais davam conta de diversas ações citando “vacinas de camelôs” ou importação de imunizantes, ou ainda a coleta de informações para cadastros em supostas “filas” para recebimento das vacinas. A “vacina de camelô”, ao que tudo indica, foi apenas um meme de internet, mas golpes do tipo vêm se evidenciando não apenas no Brasil, mas em outros países também.

Fonte: Procon-SP

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