Economia combalida deixa candidatos com medo de vaia nas ruas

Aumentou a preocupação no governo e no Congresso com o ritmo lento de recuperação econômica das famílias de renda mais baixa, cujos adultos compõem cerca de 80% da massa de eleitores.

Os motivos são sólidos. No Estado São Paulo, por exemplo, as vendas de comida nos supermercados caíram 10,25% nos primeiros cinco meses deste ano, em comparação com o período janeiro-maio do ano passado, na primeira onda pandêmica.

O impacto da Covid-19 continua forte no nível de ocupação e de renda. Dados governamentais indicam que, em todo o país, aumentou a proporção de famílias sem nenhum rendimento do trabalho. No primeiro trimestre do ano passado eram 25% os domicílios sem nenhuma renda do trabalho. Em março deste ano já eram 29,3%.

Além disso, está acelerado e persistente o avanço da inflação nos bolsos dos pobres — ou seja, oito de cada dez eleitores. A alta de preços dos alimentos, energia e combustíveis corrói a renda familiar, já comprimida. Os gastos em alimentação consomem cerca de 60% do orçamento das famílias pobres, com renda mensal inferior a dois salários mínimos por domicílio.

Os projetos eleitorais para as eleições do próximo ano estão cada vez mais condicionados por essa equação de economia combalida e pandemia, ainda sob escassez de vacinas. Candidatos já temem reações dos eleitores nas ruas. Parlamentares governistas e da oposição comemoram quando visitam áreas periféricas das grandes cidades e não são vaiados.

Fontes Retirada do Site Veja Abril link da Matéria aqui….

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